Ucrânia: Protestos por Zelensky autorizar eleições nos territórios do Leste controlados pelos separatistas.

 Tyler Durden em Zero Hedge

O comediante que se tornou presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, subiu ao poder de modo bastante imprevisto em larga medida por ter convencido os votantes de que ele iria aliviar dramaticamente as tensões com a Rússia e procurar uma resolução pacífica da guerra na bacia do Don, que se arrasta desde 2014. 

Mas agora, num eventual cenário de Maidan 2.0, os nacionalistas ocuparam a praça de Kiev que simboliza a resistência à Rússia, para protestar contra a atitude pacificadora do presidente e dar sinais de aproximação. Horas depois de Zelensky ter dado luz verde, sem precedentes, permitindo uma eleição ao nível local no Don que poderia desembocar em que Kiev outorgasse um estatuto especial à região, centenas de nacionalistas tomaram a praça, com dísticos dizendo:  “Não à capitulação!”.

Zelensky insistiu que todos os candidatos e partidos políticos deveriam ser autorizados a concorrer de acordo com a lei ucraniana, o que enfureceu os nacionalistas anti-russos, que dizem que a soberania da Ucrânia está em jogo. A nova eleição tem a bênção da Rússia e dos monitores europeus.

Tanto o governo como os separatistas pró-russos concordaram em retirar tropas de posições-chave as regiões de Donetsk e de Luhansk na próxima semana, para garantir que «eleições livres e justas» terão lugar com a presença de observadores internacionais.  

Um jornalista e comentador político notou nos protestos da praça Maidan as imagens de estilo neo-nazi que foram usadas nesta e noutras manifestações de nacionalistas extremistas e têm aparecido há vários anos, identificando algumas das milícias e partidos de extrema-direita deste país.  O ex-presidente Petro Poroshenko também atiçou o fogo ao dizer que este acordo é “uma capitulação face à Rússia”. 

“Sem isso, este [acordo de Minsk] é uma capitaulação face à Rússia. Chamo a vossa atenção para o facto de que a eles [o governo ucraniano] não lhes foi oferecido nada, apenas lhes foi oferecido estarem presentes no encontro. E por este encontro, a Ucrânia arrisca pagar e render-se,” disse.

Poroshenko repetiu, além disso, as críticas de que a Ucrânia não ganha nada pelo acordo depois de ter sacrificado soldados que morreram a combater os separatistas num conflito que fez 13.000 vítimas civis de ambos  os lados

Entretanto, a Rússia saudou a notícia, com um político russo declarando ser “a vitória do senso comum e um sucesso global.” Os membros do governo do Kremlin disseram também que isto leve a umas conversações de paz substantivas, no terreno. 

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